domingo, 24 de outubro de 2010

Lançamento do livro

Acompanhem os links sobre o lançamento do livro:

Prefácio feito por Wanderlino Arruda:

http://montesclaros.com/mural/cronistas.asp?cronista=Wanderlino%20Arruda

Fotos da noite de autógrafos, vejam como fiquei linda, Flavinha faz milagres! rs...:

http://www.dzai.com.br/marciavieirayellow4/foto/galeria?fot_id=103154

Obrigada pela torcida!

Beijos,

Cyntia.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O voo do Albatroz


Esse é o meu primeiro trabalho como Ghostwritter, a biografia do empresário Isau Rodrigues de Oliveira.
O lançamento será amanhã 22/10/2010.
É o meu terceiro filho e segunda publicação literária!
Estou muito feliz!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Samuquices...

Samuel gritando pela janela olhando as estrelas:

- Jesus, ow Jesus, vem aqui "ni" mim...

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Retrucando:

- Se você falar mais uma vez eu não obedeço.

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Mamãe, eu tenho muitas motos, mas hoje só vou levar uma moto pra escola,
asmanhãres eu levo as outras.

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Papai, espera aí, só um minutim...
Deixa eu falar com a minha mãe.

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Eu pergunto:

- Sam, vc comeu todo o seu lanche hoje na escola?

Ele responde:

- Pode agostar! (quis dizer: pode apostar)

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- Gabriel, meu priminho, tá com capatora (catapora).

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Encontramos Gabriel e titia no shopping e Sam, que adora o priminho, ficou querendo brincar um pouco com ele, mas não foi possível pq estávamos todos apressados, e a titia falou pra ele esperar Gá sarar pra eles poderem brincar, porque nessa fase a catapora pega só de respirar. Samuel reclamou até, mas se conformou, já no carro falou pra mim:

- Mamãe, deixa eu ficar mais um pouquinho com Ga, eu não vou nem respirar.


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Eu caindo de sono e Sam pergunta:

- Mamãe, pq vc está bostejando? (bocejando)

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Eu: Ê Samuel figurinha...
Ele: Ê mamãe sigulinha...

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Outro dia

Cyntia Pinheiro


Outro dia eu telefonei para um médico que jantava, ele abandonou a mesa do jantar para ouvir os números que eu tinha nas mãos, e confirmou: é gravidez! Pensei que aquele era o momento mais feliz da minha vida, chorei, sorri, vibrei de tanta emoção, mas não, não seria aquele o dia mais feliz da minha vida, um mar de riquezas ainda inundaria minha alma com tantos momentos de plenitude a partir de então.

Primeiro as descobertas que a gravidez oferece, com suas nuances ternas e as paisagens indescritíveis de magia e arrebatamento, depois o primeiro choro que faz a gente chorar e sorrir e, um segundo depois vem o silêncio do ser amado quando é colocado do ladinho da gente, uma coisa que não tem nome de tão especial que é.

Aí vem as alegrias e aflições diárias, os medos, medo de errar, medo de machucar, medo de não saber educar, medo de amar tanto e mesmo assim amar mais do que a gente acredita ser possível.

Os primeiros passos, as primeiras palavras, um olhar diferente, a mãozinha delicada, o cheirinho, a amamentação...

E num piscar de olhos o tempo vai passando, e nosso menino vai crescendo, ficando esperto, inteligente, sagaz. E diz coisas que a gente acha precoces, especiais demais pra uma idade tão doce, tão pura e linda!

E me deparo com o dia de hoje, um dia comum, em que a gente precisou correr como nos dias comuns, precisou trabalhar, estudar, ler, produzir. Um dia em que nada de novo aconteceria, mas aconteceu.

Há exatos 3 anos, 8 meses e 21 dias nossa vida começou a fazer sentido, e hoje vi esse sentido reafirmado naqueles olhinhos vibrantes, naqueles dentinhos branquinhos e na vozinha estridente e tagarela do nosso pequenino.

Bagunça na cama de mamãe e papai é a melhor das brincadeiras e a gente vira criança junto com ele, mas hoje as brincadeiras foram outras e nos surpreendemos, não foi necessário pularmos, nem rolarmos, nem nos escondermos embaixo dos edredons como na semana passada, hoje foi o dia das pequenas charadas, de ver quem fica mais tempo sem piscar, quem consegue fazer mais caretas e ficar mais tempo sem sorrir e também foi dia de fazermos imitações.

Nosso pequeno se saiu muito bem em todas elas e nos surpreendeu com suas imitações, mais ainda das suas deduções com relação às mímicas que fazíamos:

- Acho que mamãe é um vento! Papai é uma cobra! Mamãe é um ventilador! Papai é um passarinho!

E quanta graça ao imitar os bichos, fazia tudo direitinho, tanto que a gente precisava fingir que não estava acertando só pra vermos as caretinhas por mais tempo, ai como foi bom!

E descubro um menino tão esperto e generoso que não quer ver nem o papai e nem a mamãe errando e, ao imitar o leão, vendo que o papai não acertava, rugia cada vez mais forte:

- rrrrau... rrrrrau...

- É um gatinho? É um tigre? É uma onça?

E passa perto do papai girando os bracinhos, rugindo abafado e sopra baixinho pra mamãe não descobrir:

- rrrrrrau... é um leão...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Constatação

Cyntia Pinheiro


E a pele vai sendo fraturada,
Nos cantos dos olhos...
É o tempo, é o tempo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lei pra que te quero...

Cyntia Pinheiro


Se o Brasil não for recordista na quantidade de leis que "fabrica" deve estar bem próximo disso.

Estou começando um curso de Direito e já tenho a perspectiva de que será impossível, em cinco anos, tomar conhecimento de TODAS elas.

Mas isso não me assuta. O que me assuta mesmo é saber que há leis cuja necessidade seria questionável se as políticas públicas fosses eficazes no que tange à educação do povo.

As pessoas se habituaram a ter alguém para dizer-lhes o que fazer e o que não fazer e, por essa razão, são incapazes de decidirem por si mesmas.

É claro que generalizar não é uma atitude inteligente, há pessoas e PESSOAS, mas não vou entrar nesse mérito. Só sei que há pessoas conscientes do seu papel na sociedade, embora muita gente ainda não esteja assim tão consciente.

O fato é que há lei pra tudo e hoje até examino com melhores olhos as premissas que obrigam a ação humana em conformidade com a lei sob a proibição de se alegar o desconhecimento dela.

Na dúvida procure uma lei, ela existirá, e, caso não exista, busque a analogia, sem regulação legal o ato não fica, desde que, obviamente, o ato repercuta no mundo jurídico, desconsiderando-se as insignificâncias e bagatelas da vida.

Há lei para dizer o que fazer ou não fazer, mas como o ser humano é dotado de uma capacidade incrível de desobedecer a norma, cria-se também a sanção, já prevendo o descumprimento.

Há lei para dizer que os pais devem cuidar dos filhos não infligindo-lhes castigos físicos e/ou psíquicos, lei para obrigá-los a conduzir os filhos em segurança em seus veículos, lei para obrigar ao uso de capacete e do cinto de segurança e ainda, proibindo o aborto, o furto, o roubo, o sequestro, o homicídio. Lei para dizer ao homem que não agrida sua companheira, para proibir o tráfico ilícito de entorpecentes, etc, etc, etc... e caberiam aqui muitos etcs...

E, o mais incrível é que, por mais que a lei seja uma medida protetiva, assecuratória da dignidade, da vida e da liberdade do indivíduo, o que mais se vê é o descumprimento e a reclamação.

Ora, mas não nos parecem óbvias demais as condutas esperadas em todos os casos supra citados?

É natural que os pais amem e zelem pelos filhos, conduzi-los em segurança e não os agredir deveria ser uma consequencia igualmente natural disso tudo, ninguém externo ao seio familiar deveria carecer de intervir nesse tipo de questão. Mas carece...

Usar o capacete e o cinto de segurança deveriam ser uma prova de amor-próprio e não uma norma absurdamente descumprida pelos principais interessados.

O respeito ao ser humano em sua totalidade seria prerrogativa eficiente para que mãe nenhuma desejasse assassinar o próprio filho e que nenhum homem espancasse a mulher que elegeu por companheira.

Isso nos faz pensar que ainda temos muito o que evoluir. E enquanto esse momento não chega continuaremos criando normas e, para o descumprimento destas, criamos sanções severas, porque muitas regras se tornam ineficazes, devido à falta de desenvolvimento moral do homem.

As leis são como um bolo que mordemos, mas que volta a crescer, pois nunca há saciedade social, não há resposta a elas, o que nos impulsiona a criamos sempre mais e mais regras de conduta. Ao fim pensamos que todo dejeto humano vira, ao mesmo tempo, ordenamento e caos social.

Escolhemos trilhar o caminho mais difícil, somente porque não descobrimos o valor da EDUCAÇÃO.