quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lançamento do livro "Desatados, nós"




Autogra-
fando para minha amiga Lúcia.

Escrevendo

Angústia salutar
Me faz levitar
Me faz escrever
Produzir, sentir-me assim especial...

O sofrimento é recurso para minhas mãos
Que choram, sangram e desejam o papel...
Sentem saudades de afagos e beijos
Tanto que já não se lembram mais...

Minhas mãos acostumaram-se a sentir dor
Uma dor tão grande que o peito irradia
E dói gostoso esse aperto de nostalgia
As palavras se expremem, exprimem. Amor.

Restos de tinta sangrando em meu peito

É inevitável que eu escreva
Pois meu coração tem mãos, papel e caneta
É inevitável que a tinta se perca
E que você finja que me já esqueceu.

Se há saudade, há brisa, frescor e lágrimas
Se há verdade, há lembrança, sorriso e vontade.

O papel desbota a tinta do coração
Que meu seio, ventre e útero desenharam no papel
Mas as impressões tão graves que saem de mim
Chegam em algum lugar, onde talvez você ainda esteja.

Se há vontade, há jeito, caminho, obstáculo
Se há esperança, há sonho, reencontro, possibilidade.



Hoje, 15 de outubro de 2009.

Amigos

Amigos são para um dia partirem, e a saudade fazer-se.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um de cada um!

Esperma. Óvulo. Gametas. Fecundação.
Espírito. Corpo. Células. Fusão.
Alimento. Sangue. Vida. Cordão.
Parto. Nascimento. Lágrimas. Emoção.
Carinho. Ternura. Medos. Depressão.
Crescimento. Sorrisos. Ganidos. Sensação.
Passos. Mãos. Segurança. Proteção.
Risos. Conquistas. Descobertas. Vibração.
Escola. Convívio. Amigos. Atração.
Perigos. Incertezas. Romances. Privação.
Rebeldia. Adolescência. Fases. Condição.
Amor. Sexo. Descobertas. Paixão.
Casamento. Filhos. Família. Libertação.
Cônjuge. Sábados. Fraldas. Prisão.
Angústias. Anseios. Planos. Visão.
Conquistas. Dinheiro. Fartura. Posição.
Saúde. Auge. Poder. Opção.
Maturidade. Valores. Colheita. Frustração.
Recomeço. Silêncio. Anseio. Atenção.
Acertos. Erros. Virtudes. Profissão.
Velhice. Experiência. Sabedoria. Salvação.
Doença. Catarros. Morte. Evolução!

Ao doce menino

Raio de sol traz belas borboletas
Meu coração com asas leves flutua numa emoção sem par
É tão sublime o meu amor
Quanto é leve esse olhar de brisa que me fita.
Fico pensando que já nem posso mais ser feliz,
Já transbordei.
Meu coração encheu e esvaziou, criou asas, voou.
E você continua buscando espaço dentro de mim
Mas não há mais nada,
Enchi.
Você agora sou eu.
Meu coração metamorfoseou,
Virou borboleta e se foi de mim
Já não cabia mais em meu peito e agora ocupa um lugar secreto
Talvez longe, talvez perto,
Mas já não está aqui dentro, meu peito ficou pequeno
Meu amor imenso levou você, e se foi também.
Não sei dizer onde encontrar esse amor,
Só sei que ele vive grande demais pra habitar um corpo,
Real demais para um coração!
Amo-lhe, eternamente.