domingo, 20 de março de 2011

Flávia

Cyntia Pinheiro


Eu estava agora mesmo pensando no tamanho do amor de Deus por mim.
Concluí que Deus tem por mim um amor infinito, incomensurável, intangível, inimaginável.
Deus me ama tanto que me deu uma família maravilhosa, um filho precioso, um trabalho adequado, oportunidades justas, excelentes amigos, várias habilidades, alguns talentos e incontáveis surpresas deliciosas em minha passagem pelo planeta.
Devo mesmo ser grata a Deus! E sou, muito grata por tudo o que Ele, na sua graça e infinita misericórdia, me tem dado!
Uma das coisas mais belas que conquistei nesses trinta e três anos habitando este corpo foram as amizades verdadeiras. Alguns dizem que se ao longo da vida se conseguir o equivalente aos dedos de uma mão em amizades verdadeiras o sujeito pode considerar-se rico. Francamente, ter apenas cinco amigos verdadeiros é pobreza demais! Eu, nesse aspecto, considero-me milionária. Tenho muito mais do que isso, graças a Deus!
Hoje, em especial, preciso falar de Flávia. Essa menina que além de me conceder a felicidade de sua companhia no ambiente de trabalho, me deu uma nova profissão, me deu oportunidades, me deu presentes lindos, me permitiu ser tia dos seus filhos, aceitou ser tia do meu, está sempre pensando em mim, sempre pronta a me dar a mão, jamais se esquece de mim em suas orações, insistiu (e olha que é difícil) em me aceitar como sou, apesar de todas as mazelas e defeitos que tenho, veio morar perto de mim (apesar de quase não me visitar, hehe)... Enfim, Flávia é uma amizade inteira, talvez a mais inteira de todas as minhas amizades, é alguém que me faz sentir amada, querida, me faz sentir totalmente importante e especial como jamais me senti. Flávia é alguém cujo assunto não acaba, cuja companhia não cansa, cujo jeitinho meigo fascina. É uma pessoa que sempre contribui sem ferir, sempre diz o que precisa dizer com muito tato, incapaz de ofender, magoar, aborrecer... É alguém que quer me ver voando alto, quer me ver feliz, grande, prosperando e desse modo está sempre torcendo por mim, SEMPRE! Vejo isso em seus olhos, quando ela diz: "Que Deus abençoe suas mãos, minha amiga!"
Então, amiga, o que posso dizer a você, senão desejar que Deus derrame todas as bênções do universo em sua casa, em sua vida, em suas mãos habilidosas, em seu casamento? O que posso dizer a você além de: "Cuide-se, porque eu te quero sempre por perto"? O que posso dizer, minha querida? O que posso desejar?
Meu coração explode de alegria por ter você em minha vida, você é mais que uma amiga, uma irmã. Você é a materialização da bênção de Deus!
Desejo apenas ser capaz de retribuir por tudo isso. Pois você merece tudo de melhor!
Obrigada por ter decidido permanecer comigo.

Com todo amor,

Cyntia.

domingo, 13 de março de 2011

Meu aniversário!

Neste 13 de março, 33 janeiros me cumprimentam.
E sou feliz por uma só coisa que vale por todas:
A bênção de ter uma família, e todos os dias ter dois anjos para me aconchegarem.
Ainda que isso me custe a inspiração, que sempre desaparece quando estou feliz!


Aniversário (Palavra Cantada)

"Hoje eu sinto que cresci bastante (mentira)
Hoje eu sinto que estou muito grande (mentira outra vez)
Sinto mesmo que sou um gigante (piada)
Do tamanho de um elefante (ainda mais com esse corpitcho)
É que hoje é meu aniversário (isso é verdade)
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem maior do que eu era antes (na graça de Deus, eu me sinto mesmo)"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Curiosidade de filho atento

- Aquele carro é da polícia ou do bombeiro?
- É uma ambulância.
- E a ambulancha faz o que? Prende ou salva?

terça-feira, 1 de março de 2011

Coisas de um homenzinho de quatro anos

- Mamãe, porque você não me dá um irmãozinho?
- Uai, filho, tem que pedir pro papai do céu.
- Mas eu já pedi. E por que ele não me dá?
- Ah, filho, tem que esperar, ele vai te dar na hora certa.
- Mamãe, eu acho que você não tá comendo direito a sua comidinha?
- É? Por que, amor?
- Porque tem que comer muito muito muito pra sua barriga crescer um tantão e virar um bebê...
(risos)
- Ai filho, que inocência...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ai que dó de mim!
Dor de mim...
Dó Ré MI...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Recebi esse presente de Natal do professor Márcio, sobre o meu primeiro livro "Desatados, nós"

NÓS DESATADOS



Márcio Adriano Moraes

Professor de Literatura do Colégio Sólido



De dentro saem textos. De todas as aberturas possíveis como fluídos humanos. A inspiração vem em palavras nem sempre poéticas, nem sempre com nexo. O demônio do Ego que insiste, que teima, que descarrega o seu Eu sobre o próprio eu é avassalador. Vade retro Ego infiel. Ainda que haja dor, ainda que haja dores. Uma dor nem sempre própria, uma dor do outro, carregada de algo mais que dorido. A dor do outro é o pranto próprio.

Eis que chega o filho, estado pleno de satisfação materna. O filho fruto ventre, mas também o filho fruto tropo de papel. Poesia despertada de choro de ninar. Universo delicado, alquebrado, ameaçado, alterado, viciado, forçado. Tudo como tem que ser, tem de ser um segredo preso pela raiz como um galho de natureza. E as flores turvas, submersas em água fria, mergulham no aquário íntimo dos corpos esquecidos nas calçadas no fim da tarde. Dos corpos desnudos que se mostram, se abraçam, se abrasam. A dor é inominável.

As incertezas doem como o som do canto. Doem como o futuro, como a dúvida, como a calúnia, o implante de lembrança embriagada. O medo não suplanta a solidão que traz, apesar de só, felicidade em pleno meio-dia de uma paixão caminhada para o vazio. Confessar a tristeza de hoje e se entregar ao álcool com desejo. Brindar a vida entorpecida e cair de sonho em um sexo passional, ocasional. Ficar acordada louvando a insônia como única companheira, povoada de sonhos insanos. Um livro inacabado, feito a pinceladas curtas, impressionistas bem na calada da noite, sem as luzes, indo contra o estilo. Apenas ouvindo os silêncios e se assustando com os barulhos que saem da caneta saboreando o papel sobre a mesa de madeira. Luzes brilhando para perdoar você.

O corpo queima, o desejo arde, a paixão tem temores, todos coloridos e sedutores. Violar o sacrário do corpo libidinoso e corroer as entranhas. A sensação perfeita, orgasmo astral, sonho vivo ou fantasia, distorcendo a mente, deleite, maestria. Ah, delícias... sonhando... seios... nádegas... línguas... vagina... penetração... movimento... pênis... gemidos... ejaculação... promessas... ilusão... onde há supremacia das palavras e do amor?

Assim os lábios atam como pares indissolúveis. Peixe fisgado com isca de beijos. Saudade da noite, da mão, do corpo quase sem corpo. Agora é só esperar outra noite em que a libido seja proibida e poder recusar o sonho na cama, noite inteira.

Corasóis. Corados sóis, corados sois sós. Você em preto e branco no porta-retrato são recordações estaladas no peito. Um anjo para perfumar os dias e quem sabe inspirar poesias. Cantar, dançar, musicar, expressar os sentidos sentimentos sambando no compasso e na cadência de um amor que se entregou. Ah, o amor! Já disseram que é ferida que dói e não se sente, mas dói. O amor mata de tanto amor.

Na escola da vida, amigos, perder e ganhar, despedir. Crer em Deus, nesse sinal real que está bem na frente dos olhos, como as estrelas no céu.

E por que não brincar? Se extravasar em pleno sol com os meninu da rua. Peidar um peido alto e verdadeiro. Contar piada e chorar de tanto rir. Sentar ao redor do avô para ouvi-lo contar histórias e tremer de medo no quartinho de costura abandonado. Coisas da meninice: pé de manga, cinema de papel, o cão rex, lagartas no pé de laranja, baygon, bolinha de sabão, bomba de cocô; rica infância; lembrança com sabor de romã.

Tudo isso e muitas outras frases ao anoitecer em um Pinheiro chamado Cyntia.


Cordialmente
Márcio Adriano Moraes

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Meus vestidos, muitos, despidos.
Minhas carnes, mudas, multipliquem.
Meu amor, festejado, seja firme.
Meu trabalho, renovado, capacite.
E para minhas mãos, Midas.