quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quanto?

Quanto feijão com arroz alguém tem que comer?
Quanta sopa de letrinhas para aprender a escrever?
Quanto um homem (ou uma mulher) deve se debruçar?
Quanto para ser? Quanto? Quanto?
Até se cansar?

Eu

Às vezes sou nada,
Às vezes me "acho"
E acho que sou algo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Parto e parto

Morres. E aos poucos eu parto.
Como um parto mastigando a vida,
Partes. Eu paro.

O mesmo flash de quando cheguei
Vejo no túnel que devo seguir
E morro um pouco. Parida pela vida.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Morte

Toda morte é um parto,
Pois do outro lado eu nasço!

24/03/10

quinta-feira, 18 de março de 2010

Amor, sexo, e mais...

Minhas carnes de seda
Querem teu membro de renda
E rendo-me às sensações

Lágrimas de mim
Em teu corpo suado
Gotas de perversão

A libido é tornado
Entornando o caldo
Da minha paixão

Tuas mãos são força
Fazendo graça
Visitando meu corpo
Com ânsia e tesão

Desejo incontido
De levitar
Flutuas em meu busto
Amor. Sofreguidão!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Reprise

Textos

Textos me são catarses,
Como catarros expectorados
Como excrementos evacuados
Como rejeitos regurgitados.
Textos me são orgasmos,
Espasmos de luz em terreno apagado,
Não podem ser dosados, pausados, acautelados,
Saem aos bolos, saem aos jatos.

Escrever

Sim, eu sei.
Nem sempre as palavras me desejam,
O papel quase não me quer.
Nesse intento verborrágico,
Sou só vontade.