quarta-feira, 4 de março de 2009

Meu presente de aniversário!

Todos os anos as pessoas me perguntam: “O que você quer ganhar no seu aniversário?” E eu sempre respondo com humildade: “Imagina, não me importo com presentes, qualquer coisa me alegra!” E sempre ganhei presentes ótimos mesmo assim. Mas esse ano será diferente. Esse ano eu vou fazer pedidos e serei exigente. Quero ganhar coisas que me faltem ou que me sejam importantes.
Tem uma coisa que eu quero ganhar que eu não queria querer, mas quero porque preciso dela. Dinheiro! E os depósitos podem ser feitos na minha conta no Banco do Brasil, interessados em doar, me falem, eu repasso os números de minha felicidade! Rs...
Eu não queria querer dinheiro, mas necessito de querer dinheiro porque dinheiro não superabunda em minha vida. Por falar em “superabunda”, me lembrei que tem gente que se limpa com dinheiro após uma barrigada, enquanto muita gente não se limpa simplesmente porque não tem dinheiro para o papel higiênico. Eu tenho dinheiro para o papel higiênico, mas meu papel higiênico não é cor-de-rosa nem perfumado, acho que me encontro num meio-termo.
Mesmo assim quero dinheiro, para realizar coisas, como por exemplo, a publicação do meu livro, para trocar de óculos, pois os meus estão em estado deplorável e também para algumas futilidades bem femininas. Portanto, o primeiro presente que estou pedindo é dinheiro, qualquer tanto de dinheiro, não porque me falta, mas porque não me sobra!
Pensei em outras coisas para ganhar “de aniversário”, nada muito caro, mas tem coisas valiosas demais para eu me dar ao luxo de deixar de ganhar. Quero continuar ganhando os mimos feitos pelas mãos talentosas da minha amiga Flávia, quero ganhar muitos e muitos beijos com boca melada de chocolate do meu filho lindo e quero continuar ganhando as flores precisas no dia 08 de março pelas mãos românticas do meu marido que sempre antecedem o grande dia 13 dando um “up”, incrementando a “minha” semana!
Quero ganhar os bordados infalíveis das mãos de anjo da octogenária Nesta. Quero ganhar os livros que eu puder amealhar dos meus amigos escritores e todos os CD’s profissionais ou não dos alunos que passarem pelas minhas modestas mãos.
Quero continuar ganhando os ótimos presentes dos meus pais, mas mais do que os presentes, quero as presenças deles ao meu lado na hora mágica de soprar as velinhas do bolo improvisado que costumo fazer. Quero continuar ganhando os presentes cheirosos, os coloridos, os mais singelos do mundo, os brinquinhos de R$1,99 e os anéis “brilhosos” que combinam com aquele brinco antigo. Quero telemensagens inconvenientes o dia inteiro ligando para mim. Quero telegramas distantes, quero cartões de amigos longínquos, quero e-mails, scraps, mensagens no celular. Quero um dia agitado, barulhento, cheio de abraços, milhões de abraços, os abraços do mundo inteiro dados pessoalmente, e não apenas ditos. Porque abraços me movem, me comovem, me tocam, me fazem transcender e me sentir a pessoa mais importante do mundo, ainda que só por um dia!
Quanto ao dinheiro, ah!, esquece o dinheiro...

domingo, 1 de março de 2009

VAMOS BRINCAR?????? COMPLETE O POEMA...

Nada me vem tão claro
Quanto teus olhos embrigados
Nada me vem tão raro
Quanto teu gosto em meu assoalho.

Nada me é tão exato
Quanto teu cheiro sempre barato
Nada me é tão inato
Quanto teus pés em meu sapato.

Nada tão abstrato
Quanto o desejo de ti em meu prato
Nada tão inexato
Quanto tua pele em

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A dor do poeta

A dor do poeta é a dor do não saber-se.
Será que todo poeta sofre assim?
Será que essa dor vai um dia embora de mim?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ao amor

Em seu lugar
Não sei como seria
Talvez fosse mais fácil
Talvez não!

Em seu lugar
Tudo diferente, menos cruel
Menos sofrível
Eu, menor!

Sendo você tão grande
Grande é a dor
Grande o desamor
E a dificuldade em se superar!

Se eu pudesse estar em seu lugar
Levaria o dedo à boca e faria shhhhh...
Ao coração!
Aquieta-te coração ferido!
A vida é muito melhor!

Em seu lugar
Talvez parte de mim soubesse
Que não há solidão
Nem problemas
Apenas indisposição
Ao amor!

Na escola

Todo ele espontâneo
Todo contente
Radiante!

Todo assim esperto
Sabe como é bom
E faz disso
Seu momento!

Assim é Samuel
Em sua estréia escolar
Fazendo festa no melhor da festa
Sobressaindo, sorrindo!

E no fim do dia
Nem o tenho mais
Pois o cansaço o tem
Maior que o mundo!

Dorme amor meu,
Adormece nos meus braços
Saberei que um anjo é que sonha
E serei mais feliz!

fevereiro/09

Outra noite

Em outra noite
Eu endossaria teus açoites
Com minha dança furtiva
Que furtaria de teus sonhos.

Em outra noite
Talvez eu mais inteira
Saberia dizer as besteiras
Que te provocam o tesão.

Em outra noite
Talvez houvesse libido
Talvez porque fosse proibido
Agora, já não te quero não.

Línguas

Línguas que falam
Línguas que calam
E roçam, se enroscam
Idioma palatal
Teu paladar e eu
Teu gosto no meu
Sensações!